110. A decisão.
Elise
O carro parou devagar demais para alguém que estava com pressa, e isso foi a primeira coisa que me fez entender que aquilo não era um sequestro comum, porque quem age no impulso não desacelera, não calcula, não transforma cada segundo em controle.
Minhas mãos estavam presas atrás das costas, a corda áspera queimando minha pele a cada pequeno movimento, e ainda assim mantive a cabeça erguida quando a porta foi aberta. O ar frio da noite bateu no meu rosto com força, trazendo um cheiro úmid