64. Ação desesperada
Elise Quinn
Eu não dormi naquela noite. Fiquei sentada na beira da cama, coluna dura, olhos presos na porta, como se ela fosse abrir a qualquer segundo.
Mas não abriu.
O relógio virou uma. Duas. Três. Eu mal piscava, e a cada minuto meu estômago afundava mais.
Peguei o celular de novo. E de novo. A tela fria na minha palma não ajudava em nada.
— Atende, Atlas… por favor… — sussurrei, apertando o aparelho como se isso pudesse puxar a tua voz até mim.
Nada.
Cruzei os braços no próprio peito, tent