52. O plano perfeito
Atlas cross
Eu estava parado no corredor em um dos nossos chalés de Nova York, lá sempre cheirava a madeira cara, e ao charuto do papai.
A luz amarela dos lustres iluminava o piso de mármore como se nada de ruim já tivesse acontecido ali, mas eu sabia que aquilo não era verdade. Nunca foi.
Meus passos ecoavam baixos enquanto eu caminhava devagar, sentindo o peso do próprio peito.
No fim do corredor a porta do escritório do meu pai estava entreaberta.
Eu levantei a mão para empurrá-la, mas meu