17. Cruzando a linha

Atlas Cross

Olho as pessoas na rua como se cada uma delas fosse minha inimiga.

Cada carro passa devagar demais. Cada sombra que se move fora do ritmo normal. Cada janela escura. Meu corpo está tenso, pronto para reagir antes mesmo de a mente formular o perigo.

Meu coração bate forte a cada passo em direção ao carro.

— Às suas ordens, chefe. — Kane diz assim que me aproximo.

Concordo com a cabeça uma única vez e entro no banco de trás. O motor liga sem barulho. Dois carros nos seguem

Discretos. Nada de sirenes, nada de alarde. Se havia uma coisa que papai nos ensinou antes de sua morte, é que quem faz barulho morre primeiro.

— O sinal da aliança está estável? — pergunto.

Kane olha o tablet apoiado no colo.

— Sim. Fraco, mas constante. Galpão 47. Pelo que verificamos do local, fica no porto antigo. Três entradas possíveis.

Fecho os olhos por um segundo.

Elise está viva, eu sinto isso, e é a única coisa que importa.

Enquanto o capanga dirige, eu observo o edifício que abrigava uma casa
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