77. Uma luz no fim do túnel.
Elise Quinn
O tempo naquele inferno tinha deixado de fazer sentido desde que a van parou.
Depois da tentativa de fuga, tudo mudou.
Victor não gritou comigo no caminho inteiro. Não precisou. O silêncio dele foi pior do que qualquer ameaça. Assim que chegamos, fui puxada para fora do veículo sem delicadeza nenhuma e percebi imediatamente que não era o mesmo lugar.
Outro galpão.
Maior.
Mais frio.
Cheiro de ferrugem e óleo queimado impregnando o ar.
E o pior de tudo… Marcela não estava comigo.
— C