📖 Dois dias depois — Narrado por Caio Valença
A casa estava silenciosa.
Não aquele silêncio de tragédia.
Era pior.
Era o silêncio da realidade nua.
Crua.
Sem drama, sem teatro.
Só o peso do que era.
E do que não era mais.
Helena apareceu na sala, segurando uma xícara de café.
Cabelo preso num coque desalinhado.
Camisa larga, short simples.
Linda do jeito que só quem não precisa provar nada consegue ser.
Ela sentou no sofá à minha frente.
Me olhou.
Esperou.
Sem cobrança.
Sem p