NARRADO POR LORENA
O carro parou.
A casa dela parecia maior ao vivo.
Mais fria.
Mais distante.
O Dante desligou o motor.
Olhou pra mim, sem dizer nada.
Só aquele olhar que dizia “tô aqui.”
Ele saiu, deu a volta, abriu a porta pra mim.
A mão dele pegou a minha.
E não soltou. Nem um segundo.
Subimos os degraus.
Ele tocou a campainha.
A porta abriu.
Ela estava ali.
A Helena.
Linda.
Serena.
Mas com um olhar que já pesava antes mesmo de falar.
Os olhos dela caíram na nossa mão en