NARRADO POR DANTE
Acordei antes.
Fiquei olhando ela dormir, enrolada no lençol, os cabelos espalhados no travesseiro, a respiração leve.
Desci.
Preparei café.
Subi com a bandeja.
Sentei na beira da cama.
Passei a mão no rosto dela devagar.
— Vida… acorda. Preciso falar uma coisa.
Ela abriu os olhos, sonolenta, preguiçosa.
— O que foi?
Sorri leve.
— Hoje eu vou buscar o Mateo. Vai passar o final de semana comigo.
Ela sorriu pequeno.
— Que bom, amor. Que delícia.
Respirei fundo.