**[Narrado por Helena Valença]**
Dois anos e quatro meses.
Esse número está indelevelmente gravado em mim não na pele, mas na essência do que sou. É o tempo que medeia a mulher que sepultou Dante daquela que agora respira, tentando convencer a si mesma de que seguir em frente é sinônimo de continuar viva.
Toda sexta-feira, acendo velas invisíveis.
Não por fé, mas por hábito.
Vinte e oito velas a quantidade que marcou seu último aniversário. O último antes da morte.
E agora?
Cada vela