A casa de proteção ficava numa rua sem árvores, entre um escritório de contabilidade e uma clínica dentária que nunca parecia aberta. Por fora, ninguém diria que ali dormiam pessoas com a vida em suspenso. Por dentro, tudo era branco: azulejos, paredes, lençóis. As janelas eram pequenas demais para a curiosidade e grandes o suficiente para o sol das oito.
Vivian chegou com uma mochila leve e o peso todo no peito. A agente que a acompanhava — tenente Aline, voz firme, olhos gentis — mostrou o qu