O corredor do tribunal parecia maior do que qualquer cela. Vivian caminhava entre duas agentes, o coração batendo como quem aprende outro compasso. Não havia mais grades, mas cada passo ecoava como se pudesse quebrar. Quando entrou na sala de audiência, o ar cheirava a papel gasto e perfume caro. Lá dentro, César Valença já estava sentado, a gravata em nó perfeito, o sorriso calculado demais. Gaia, em pé atrás dele, tinha os olhos fixos como quem segura um laço prestes a puxar.
Eduardo ocupava