Acordou do sonho outra vez — mesma penumbra, mesmo homem parado entre ela e uma claridade que nunca chegava. O rosto seguia um borrão, como se a luz o proibisse de existir, mas a mão dele era nítida, morna, firme. E a palavra voltava, paciente, no ritmo da respiração:
— Respira.
Dessa vez, porém, havia um som novo ao fundo, seco, repetido: um bater de madeira contra pedra. Não era porta; era martelo. O toque ecoava como se viesse de um salão grande de teto alto. “Tribunal”, pensou ao desper