O salão estava pronto para mais uma noite de cifras altas e sorrisos calculados. As mesas tinham taças alinhadas, o piano tocava em volume baixo, e o gerente circulava como maestro em orquestra de vaidades. Scarlett desceu as escadas com a postura que todos esperavam: firme, altiva, soberana. Mas não usava o vestido vermelho da caixa. Escolhera um conjunto preto, corte sóbrio, tecido pesado que não reluzia. Um silêncio breve tomou o espaço, seguido por cochichos. Era como se todos percebessem q