O corredor cheirava a perfume caro e eletricidade. Scarlett caminhou como sempre — passos firmes, cabeça erguida —, mas a pele parecia sentir fios invisíveis se enroscando a cada esquina. Desde o bilhete “Quem não veste, não respira”, o clube perdera o verniz de fantasia. Luz âmbar virara luz de alerta.
O gerente a interceptou antes mesmo de ela alcançar o camarim. Sorriso de catálogo, olhos de cobrança.
— Precisamos conversar sobre as últimas recusas — disse, em voz aveludada. — Alguns parceir