Eduardo fechou a pasta de processos com força incomum. Não conseguia mais fingir equilíbrio. A cada linha que lia, sua mente voltava para a nota do jornal, para a palavra repetida como feitiço: Scarlett. O investigador finalmente aparecera no fim da tarde, com passos firmes e um envelope gasto nas mãos.
— Doutor, confirmei que a tal ruiva existe. Frequentadores a chamam de Scarlett. É exclusiva, bem protegida. Não se expõe em público. Mas… — ele abriu o envelope, mostrando uma foto mal recortad