A cabana estava em chamas. O ar cheirava a madeira queimada e pólvora. Colin estava na janela, o fuzil cuspindo fogo contra os vultos que avançavam pela floresta.
— Tire ela daqui agora! — Colin gritou, sem desviar o olhar da mira. — Se esse rastreador continuar ativo, a próxima granada cai na nossa cabeça!
Saimon não perdeu tempo. Ele agarrou Louise pelo braço, arrastando-a pelo corredor enfumaçado. Ele não tinha um plano, tinha um instinto: posse. Ele chutou uma tábua falsa no final do corredor, revelando um alçapão minúsculo, um antigo abrigo de caça sob o assoalho.
Ele a empurrou para dentro da escuridão e saltou logo atrás. O espaço era claustrofóbico, quente e cheirava a terra úmida. O som das explosões acima deles era abafado, mas a vibração sacudia o chão.
Louise tentou falar, o pânico subindo pela garganta, mas Saimon agiu rápido. Ele a prensou contra a parede de terra e levou o indicador aos lábios.
— Silêncio — ele ordenou num sussurro que era puro comando. — Se você r