O teto acima deles tremeu com uma última explosão, mas o silêncio que se seguiu no abrigo subterrâneo era mais perigoso. Saimon encarou o chip esmagado na mão de Louise. O sangue dela sujava os dedos dele, quente e metálico. Ela tinha cortado a própria pele para cessar o sinal. Aquela não era a reação de uma vítima. Era o movimento de uma jogadora.
— Você é louca — Saimon rosnou, a voz vibrando de uma admiração sombria que ele tentava esconder.
— Sou o que vocês me tornaram — Louise rebateu, jogando o chip no chão de terra.
Ela não recuou. Pelo contrário, usou o pouco espaço para prensar Saimon contra as vigas de sustentação. Suas mãos subiram pelo peito dele, sentindo as cicatrizes e o batimento frenético do coração do mafioso. Louise colou o corpo no dele, sentindo o volume rígido entre as pernas de Saimon pressionando seu ventre.
Saimon soltou um rosnado baixo, as mãos grandes e calejadas subindo para a nuca dela, puxando o cabelo loiro com força suficiente para obrigá-la a