Amanda estava no jardim lateral da casa, sob a sombra de uma cerejeira que começava a florescer. Observava as pétalas suaves caírem ao chão, em contraste com a turbulência em seu peito. O som dos passos firmes na madeira da varanda a alertou antes mesmo de ouvir a voz dele.
— Amanda — disse João, parando a alguns passos de distância.
Ela não se virou de imediato, mas seu corpo enrijeceu. Sabia que ele viria. Sabia que, depois da noite anterior, eles não poderiam apenas fingir que nada havia aco