Amanda entrou no quarto com passos firmes, mas seu olhar trazia cansaço. O dia havia sido longo, pesado — marcado por decisões que poucos teriam coragem de tomar. Ela caminhou até a janela, soltou os cabelos e respirou fundo, antes de se virar para João, que estava encostado no batente da porta, observando-a com atenção silenciosa.
— Amor... já é tarde da noite, — disse ela, com a voz levemente rouca. — E eu preciso tomar um banho... me sujei um pouco.
Ela fez uma pausa, deixando o silêncio car