Capítulo 96 — A Fuga

“Fosse qual fosse a vida que me esperava do lado de fora daquela Casa, eu nunca mais ia ser a mesma.” — (Anotação de R.)

[...]

Ele entrou rápido, como quem sabe que está num lugar que não devia. Fecharam a porta atrás dele, e por um segundo o quarto pareceu ainda menor.

Ele estava diferente. Parecia cansado. Olheiras fundas, barba por fazer, a gravata desfeita no bolso

— Quanto tempo eu fiquei aqui? — minha voz saiu trêmula, antes que eu pudesse contê-la.

— Muito. — disse, sem hesitar. — Mas não tanto quanto você pensa. Alguns dias… menos de duas semanas. O tempo engole tudo quando não há janelas.

Ele avançou dois passos, mas parou — como se a minha fragilidade fosse um território desconhecido para ele, e qualquer aproximação errada pudesse me despedaçar.

— Eu vou te tirar daqui. — falou, já estou fazendo os arranjos.

Eu ri — mas não foi um riso bonito. Foi um som áspero, trincado.

― Aqui, até o Wi-Fi é um lembrete de poder: quem tem a senha decide quem fala e quem silencia.

― Na Casa
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