Capítulo 95 — O Porão

“O tempo engole tudo quando não há janelas. E o silêncio, quando absoluto, devora até o nome.” — (Anotação de R.)

[Presente — No apartamento de Guilherme]

Para concluir, ele falou:

— Mas não demorou muito para eles descobrirem.

Fez uma pausa breve, como se revivesse a cena.

— Uma funcionária da limpeza encontrou o lençol manchado de sangue… e comentou com a pessoa errada.

― Aurélia não precisou de explicações. O olhar dela, frio e calculista, dizia que já havia compreendido tudo.

— Ela te mandou para o porão — Guilherme continuou, num tom quase indiferente, mas que carregava algo sombrio. — E, a partir dali, começou a decidir… se te matava rápido ou se prolongava o sofrimento.

Senti minha garganta apertar. Engoli em seco, tentando afastar a sensação de que o ar ao meu redor havia ficado mais denso.

[Flashback de Renata — No porão da Casa dos Jasmins]

As bordas da lembrança se tingiam de sombra, e com elas vinham outras imagens, mais afiadas:

Eu não ouvi o estalo da chave. Ouvi primeir
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