“Quando o corpo lembra, a mente já não consegue negar.” — (Anotação de R.)
Na segunda-feira, cruzo o limiar da Capela de Santa Albina. O ar é denso, impregnado pelo perfume doce e melancólico da cera derretida, e o silêncio parece ter sido moldado, ensaiado, como se cada som soubesse exatamente onde não estar.
Escolho o último banco, um refúgio discreto. Meu corpo, uma máquina de hábitos, marca o tempo sem esforço: 12h39. Pontualmente 12h39. Há algo em mim que ainda sabe medir o invisível.
A po