“Quando o labirinto cansa, a memória pede atalho.” — (Anotação de R.)
Guilherme Santoro me deu um nome, não a saída. Foi o procedimento que me trouxe até aqui, não a fé — essa abstração que nunca me serviu de muleta. Mas algo no corpo começou a pedir outra coisa, uma urgência mais visceral que o protocolo: lembrar. Não como quem revisita, mas como quem escava.
Joana falou primeiro, e sua voz tinha aquela textura cuidadosa de quem aprendeu a oferecer sem empurrar, a sugerir sem invadir.
— Tenho