A primeira manhã após a mudança chegou silenciosa, suave como neve caindo sobre o vidro frio.
Dayse acordou lentamente, sentindo o peso dos olhos e o corpo dolorido, como se tivesse passado a noite presa entre paredes que se fechavam lentamente.
Enzo já estava acordado, de costas para ela, abotoando devagar a camisa branca sobre os ombros tensos.
Ele não a cumprimentou. Ainda que o silêncio entre os dois pesasse como uma tempestade prestes a desabar, ela não sentiu a menor urgência de quebrá-lo