“A memória é um labirinto onde ecoam os passos perdidos.” — (Isabel Allende)
3h12. A casa estava ali na nossa frente feito um segredo mal contado: simples demais para não esconder alguma coisa.
O muro tinha hera velha grudada, o portão de ferro estava sem graça, só uma janela com luz de abajur acesa. Cheirava a alfazema de verdade no ar, mas meio desbotada, como perfume que alguém esqueceu de trocar há muito tempo.
Entramos pelo lado, cada passo pensado.
Rafael mexeu no cadeado que nem cirurgiã