Observei o carro parar. O rapaz desceu e abriu a porta para Clara. Quando eu também saí do carro, o ar pareceu congelar ao redor.
— Então é isso, Clara? — falei, com desprezo contido. — Você só precisava de um motivo para passar a noite com outro.
O jovem que a acompanhava ergueu a cabeça com o peito estufado. — Quem você pensa que é pra falar com ela assim? — aproximou-se como quem quer me intimidar.
A raiva subiu como lava. Não pensei: dei um soco no rosto do rapaz. Ele caiu no chão.
Agarrei