~Na voz de Clara~
O dia amanheceu cinza, pesado. Rafaela não foi trabalhar. Eu também não tinha forças pra sair da cama — era um caco desde o dia anterior.
As palavras de Lorenzo martelavam em minha mente, repetidas como uma tortura.
O porteiro bateu à porta, dizendo que haviam deixado um envelope no meu nome. Rafaela foi até a porta e agradeceu.
Quando abriu, vi um exame de gravidez. Meu coração gelou.
“Deve ser Beatriz”, pensei. “Ela quer esfregar na minha cara que está esperando um filho de