— Vem cá — sussurrei ao pé do seu ouvido, deixando a promessa do que viria roçar na minha voz. Levantei-me e a conduzi até o bar da mansão, a mão firme em sua cintura, fechando a porta atrás de nós.
— Eu te amo tanto, mulher — confessei, o olhar preso ao dela. Segurei seu braço e a sentei sobre o balcão, aproximando meu corpo do seu sem pressa, saboreando cada segundo.
— Eu também te amo — respondeu, e havia entrega no jeito como desabotoava minha camisa, os dedos quentes, seguros, provocando mais do que tocavam.
Minha mão percorreu suas costas, sentindo sua respiração mudar sob meu toque, até encontrar o fecho do vestido. Abri devagar, consciente do efeito que causava, enquanto Clara se deixava ali, inteira, confiante no homem que a desejava tanto quanto a amava. Não havia urgência — apenas vontade, pulsando entre nós, pronta para incendiar tudo.
Sentada sobre o balcão, os cabelos ruivos caíam livres sobre o corpo, indomáveis, e seus olhos brilhavam de desejo. Por um segundo