Os dias na mansão seguiram seu curso natural, a casa preenchida por risadas, afeto e a presença constante da família reunida, até que finalmente chegou o dia do batizado do nosso filho.
A manhã amanheceu linda e ensolarada. Nos jardins — os mesmos onde eu havia sido batizado — tudo era preparado com cuidado e reverência. Cada detalhe parecia carregar memória e significado.
O padre Antônio, velho conhecido da família, era o mesmo que havia celebrado o casamento dos meus pais e realizado meu batismo ali, na mansão. A cerimônia seria reservada, apenas para familiares e amigos mais próximos, como sempre fora o desejo da nossa família.
No quarto, Graziela ajudava Clara a vestir Dominic. Segui para o banho e depois me arrumei no closet. O terno cinza, de corte impecável, era sóbrio e elegante, feito sob medida, sem excessos — a imponência estava nos detalhes.
Ao sair do closet, encontrei Dominic já pronto nos braços de Graziela. Ele usava um conjunto branco delicado, de tecido leve, com pe