Na manhã seguinte, o amanhecer entrou devagar pelo quarto, filtrado pelas cortinas claras, trazendo consigo o frio suave do dia vinte e quatro. Nova York ainda parecia suspensa, envolta num silêncio raro. Clara dormia profundamente, mas a casa já estava desperta; passos contidos ecoavam ao longe, os funcionários iniciavam os preparativos da ceia, e um aroma discreto de café começava a subir.
Ela dormia aninhada a mim, os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro. Permaneci imóvel, respeitando