CAPÍTULO 125

Na manhã seguinte, o amanhecer entrou devagar pelo quarto, filtrado pelas cortinas claras, trazendo consigo o frio suave do dia vinte e quatro. Nova York ainda parecia suspensa, envolta num silêncio raro. Clara dormia profundamente, mas a casa já estava desperta; passos contidos ecoavam ao longe, os funcionários iniciavam os preparativos da ceia, e um aroma discreto de café começava a subir.

Ela dormia aninhada a mim, os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro. Permaneci imóvel, respeitando o compasso tranquilo da sua respiração.

Aos poucos, Clara começou a despertar. Primeiro um suspiro mais longo, depois um leve franzir de testa, como quem retorna de um sonho sereno. Seus dedos buscaram meu braço instintivamente. Abriu os olhos devagar, ainda enevoados pelo sono, e um sorriso pequeno nasceu quando me encontrou.

— Feliz aniversário, meu amor — sussurrou, a voz baixa, ainda morna de sono.

Sentou-se com calma na cama e, no criado-mudo ao lado, pegou uma caixinha. Estendeu para mim c
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