Os dias se seguiram com Clara cada vez mais indisposta. As contrações de treinamento já faziam parte da nossa rotina, surgiam sem aviso. Talvez, na primeira semana do ano, o bebê já estivesse conosco.
O dia mal havia amanhecido quando despertei com o toque insistente do telefone. Alerrandro.
— Bom dia — atendi, a voz ainda carregada de sono, como quem esperava que fosse algo realmente importante para ser acordado àquela hora.
— Lorenzo, bom dia. Você precisa vir ao escritório. O príncipe Khalid Al-Fahd acabou de me informar que está de passagem por Nova York e exige vê-lo pessoalmente.
— Estarei aí — respondi, encerrando a ligação.
Eu não poderia negar. Khalid Al-Fahd era um cliente antigo da Maison, um dos nomes mais influentes da Arábia Saudita. Clientes como ele exigiam atenção direta, exclusiva, quase cerimonial.
Levantei-me, tomei um banho rápido. Clara ainda dormia, o corpo relaxado apesar da gestação avançada. Beijei sua testa com cuidado, sussurrei que voltaria logo e saí.
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