A música seguia alta do lado de fora, as taças tilintavam, os sorrisos eram rasgados, mas aqui dentro, no fumódromo reservado da mansão, o clima era outro. O cheiro de charuto tomava o ar, misturado com uísque envelhecido e segredos velhos demais para serem contados em voz alta.
Encostei-me à parede, observando os homens à minha frente: Carlo, o pai de Angeline, com a postura altiva de sempre, aquele tipo de autoridade que não precisava levantar a voz. Ivan, o russo frio, que mantinha Sofia so