Três meses depois...
Três meses.
Noventa dias.
Dois mil e cento e sessenta horas.
Preso. Isolado. Cheirando mofo, sangue e arrependimento.
A cela é pequena, mas o ódio ocupa cada centímetro.
Aqui, a escuridão tem nome.
Angeline.
A mulher que eu amei. A mulher que eu protegi. A mesma que me destruiu com um único movimento. Frio. Preciso. Letal.
A prisão é uma tortura silenciosa. O tempo não anda, rasteja, me arranhando como lâmina cega, me lembrando todos os dias que eu fui enganado. Traído.