Eu já sabia que não ia sair dali.
As paredes da cela pareciam mais próximas a cada dia, como se tentassem me engolir. Mas não era o concreto que me esmagava, era a traição. O gosto amargo que não saía da minha boca, por mais que eu cuspisse no chão ou socasse as paredes até os nós dos dedos arderem.
Angeline.
O nome dela era um veneno que eu não conseguia parar de engolir. Cada vez que pensava nela, meu peito ardia de raiva… e saudade.
A promotora apareceu no final da tarde, acompanhada de