A câmera do celular já estava posicionada no tripé improvisado que Miguel montou com caixas de brinquedo e dois livros de receitas. Giulia insistiu para gravarmos aquele vídeo juntos. Disse que queria guardar uma lembrança dos dias difíceis e das coisas boas também. “Para ver quando eu for grandona, mamãe”, ela explicou com a voz doce, enquanto ajeitava uma almofada no chão da sala.
Era engraçado como ela ainda nos chamava assim, mesmo sem nunca termos corrigido. Miguel e eu sorríamos toda vez,