Os dias no hospital se tornaram um borrão de café amargo, olheiras e esperas. Eu já havia perdido a noção do tempo. O som do monitor cardíaco de Giulia se misturava ao ritmo da minha respiração, e os corredores brancos já pareciam parte da minha casa.
Meu ritual não mudava: acordar com Serena nos braços, deixá-la com Isa, e correr para o hospital. Passava horas sentado naquela mesma cadeira, observando o peito de Giulia subir e descer com a ajuda das máquinas, esperando algum sinal dela.
Mas ho