Fechei a porta da galeria com um peso estranho no peito, como se estivesse carregando o mundo inteiro dentro dele. As luzes se apagaram atrás de mim, e o reflexo do vidro mostrou meu próprio rosto, cansado e tenso. Tudo que eu conseguia ouvir na minha cabeça eram as palavras dela, o tremor na voz quando admitiu que me amava, o olhar quando concordou em silêncio que a bebê era minha.
Entrei no carro e respirei fundo, sentindo os dedos tremerem sobre o volante. Peguei o papel amassado no bolso e