Narrado por Gregório
A noite estava gelada em Nova York, e a cidade tinha aquele brilho falso que engana qualquer um que não conhece a sujeira que vive por baixo. Eu estava encostado na janela do apartamento, olhando o reflexo das luzes nos prédios vizinhos, enquanto o pensamento batia sempre no mesmo ponto: Ava.
Peguei o celular no bolso, respirei fundo e disquei o número dela. O toque demorou uns segundos, mas quando a voz dela entrou na linha, eu senti algo dentro de mim relaxar.
— Gregório…