Marcelo de Capri
Assim que saí da reunião, fui direto para meu escritório. Fechei a porta, servi um copo de whisky e me sentei em frente à lareira. A madeira estalava como se pressentisse que sangue seria derramado em breve. Peguei o celular, desbloqueei, e procurei pelo número salvo com o codinome "Lobo da Neve".
Era assim que chamávamos nosso contato principal dentro da máfia polonesa.
Toquei uma vez. Duas.
— Marcelo. — A voz veio rouca e direta. — Já esperava sua ligação.
— Então sabe o que