A chuva em Valdívia não cessava. O vento atravessava as ruas vazias, empurrando o nevoeiro que subia do rio e engolia a cidade em uma bruma espessa e úmida. As luzes do carro refletiam nas poças d’água, e o som dos pneus sobre o asfalto molhado parecia o único ruído vivo na madrugada.
Amélia dirigia sozinha.
Não dissera nada a Isabel, nem a Gabriel. A mensagem ainda pulsava em sua mente, cada palavra gravada como uma ameaça: “Se quer salvar Teresa, venha sozinha.”
Ela sabia que era uma armadilh