Adrian
O amanhecer sempre foi o momento mais cruel para mim.
A luz não perdoa.
Ela mostra o que a noite tentou esconder — as feridas, as ausências, o vazio.
Desde que Elara se fechou dentro da casa, cada raio de sol parecia uma lâmina atravessando meu peito. Eu a sentia. Mesmo à distância, o vínculo entre nós pulsava como uma corrente invisível. Dor. Culpa. Medo. Tudo o que ela sentia, eu sentia também.
Tentei chamá-la, mas ela não respondeu. Pedi a Maeve que me deixasse entrar, e ela apenas