Elara
A cozinha de Maeve estava impregnada pelo cheiro doce da massa recém-assada. Eu amassava o pão com força, minhas mãos mergulhadas na farinha enquanto ela, ao meu lado, cantava baixinho uma canção antiga, dessas que passam de geração em geração e que me faziam lembrar da minha mãe. A luz fraca das velas dançava nas paredes de pedra, criando sombras que pareciam ter vida própria.
— Mais farinha, Elara. — disse Maeve, sorrindo com aquele jeito amigável que sempre me fazia sentir segura.
Pass