Adrian
A lua da noite anterior ainda parecia queimada na minha pele, como uma marca que não desaparecia. Eu não conseguia afastar de mim a lembrança dos olhos dela — olhos que me perfuraram com pânico e repulsa. Eu nunca tinha sentido dor tão funda como naquele instante. Não a dor da transformação, não os ossos se quebrando e rearrumando sob a lua, mas a dor de ver Elara me olhar como se eu fosse um monstro.
Eu precisava vê-la de novo. Precisava explicar. Precisava dizer que não havia perigo, q