Elara
A cada passo que eu dava, sentia os músculos do braço doerem sob o peso do balde de água. A alça de ferro pressionava minha mão, marcando a pele. O caminho de volta do poço era sempre o mesmo: terra batida, algumas pedras soltas, o vento leve que soprava do bosque trazendo o cheiro das árvores e da terra úmida. Mas hoje… hoje tudo parecia mais pesado. Não apenas a água que eu carregava, mas algo dentro de mim, como se o meu coração tivesse decidido se transformar em pedra.
Maeve caminhava