(POV Selene)
O uivo ainda ecoava dentro de mim quando a noite caiu sobre a clareira. Não era o silêncio comum de uma cidade adormecida, mas um silêncio vivo, sufocante, como se a floresta inteira prendesse a respiração junto comigo.
O som parecia ter se infiltrado nos ossos, vibrando junto com a cicatriz no meu pulso. O frio não vinha só da noite, vinha de dentro, como se algo tivesse me marcado de forma definitiva. As árvores estavam imóveis, os animais em silêncio absoluto, e até o vento par