(POV Selene)
O silêncio depois do ataque era pior do que os golpes. A floresta parecia conter o fôlego, e eu também. O cheiro metálico de sangue ainda grudava no ar, misturado à terra molhada. Minhas mãos suavam e tremiam, e a cicatriz queimava no pulso como se risse da minha tentativa de fingir normalidade. Cada músculo doía, mas o que mais me incomodava era o vazio que vinha depois da adrenalina — aquele espaço onde o medo voltava a gritar mais alto que a coragem.
Lembrei de quando era crian