Simon Kaelen
Eu cheirei a sua pele suada, os fios do seu cabelo negro, sentindo o meu corpo latejar. O sexo havia sido brutal, intenso. Denunciando as suas pernas trêmulas quando ela se afastou, quando toda a sensação de prazer e orgasmo passou. Olhei para ela, ali deitada, descabelada, fodida por mim. Aquela mulher era incrível, um fenômeno, seus lábios inchados.
Ela fitava o teto, pensativa, segurando o lençol negro contra o corpo.
— Pensando no namorado? — perguntei, a voz rouca, a observando.
Ela me olhou de lado, de soslaio.
— Pensando em alguma mulher sua? — devolveu a pergunta.
Eu ri quando perguntou. Os olhos dela divagaram em mim, descendo até o meu peito. Notei como observou o nome de Lyz tatuado ali, mas isso não pareceu incomodá-la. Esperei uma pergunta, como todas as outras fariam, mas ela apenas soltou um suspiro, fitou a chuva fina no vidro.
— Já teve o suficiente. Não quero e não precisamos de mais encontros. — Disse, e logo se movimentou. Sentou na cama, saíra pelo qua