Possessão, não.
Lena Aris
Não houve prelúdio, não houve conversa, não houve escolha. No momento em que a porta do elevador se abriu para a cobertura, o tatuado me empurrou para dentro, fechando-a com o pé e me prensando contra a frieza do metal e a fúria do seu corpo.
Ele ergueu a minha blusa, eu cedi, entre beijos, chupada e mordida, retirei a sua blusa num ato bruto, ele me devia isto, riu em minha boca, ignorando um som seco e satisfatório dos botões que saltaram, desvendando um peito forte, tatuado como um parede e arte e musculo, ele me excitava, incrivelmente, me excitava.
a peça de lingerie preta rendada que eu havia escolhido para a mim. Minhas mãos voaram para a calça dele, enquanto ele descia a minha, abri o cinto, o ziper, o botão, não querendo perder nenhum detalhe, segurei os fios de seus, tentando afastá-lo, mas o toque parecia ter o efeito oposto, intensificando a brutalidade do beijo. Seus lábios eram vorazes, a língua invadia a minha boca com a urgência de quem rouba o ar, sugando, e