Lena Aris
O interior da limusine cheirava a couro novo e à colônia amadeirada de Kaelen, um cheiro que, naquele momento, me sufocava mais do que a fumaça do jardim. Eu estava sentada o mais longe possível dele, encostada na porta, sentindo o frio do vidro contra as minhas costas. Meus dedos latejavam, mas nada doía tanto quanto o vazio no meu coldre oculto.
A minha arma. A minha única garantia de autonomia contra ele. Eu a perdi na queda, deixada para trás entre o cascalho e o escombros no jar