Simon Kaelen
— Onde é que pensas que vais? — A minha voz não foi um aviso; foi um rosnado animal, arrancado das profundezas de um peito que ardia em brasas.
Agarrei o seu braço com uma força que não admitia réplicas, puxando-a contra o meu corpo. O impacto foi elétrico. O calor da pele dela, vibrante e indomável, colidiu com a frieza gélida da minha alma. Ela queria o divórcio? Liberdade? O pensamento de Helena e da fortuna colossal que carregava no nome caindo nas mãos de um Avane era um insu